Casos de HIV explodem entre homens e heterossexuais na PB

O número é 1.370%. Esse é o aumento percentual em um período de dez anos (2007, com 20 casos, e 2017, com 294 casos) de infecção por vírus HIV em paraibanos que se consideram heterossexuais.

O número, divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado, é bem superior, por exemplo, aos de infecção em homossexuais, que saiu de 0 em 2007 para 195 em 2017, desfazendo o preconceito de que homossexuais são mais suscetíveis à doença.

Dados do último boletim epidemiológico do HIV/Aids, do Ministério da Saúde, mostram que, no Brasil, 73% (30.659) dos novos casos de HIV em 2017 ocorreram no sexo masculino. Um em cada cinco novos casos de HIV estão entre homens de 15 a 24 anos (2017). Entre homens na faixa etária de 20 a 24 anos a taxa de detecção de Aids cresceu 133% entre 2007 a 2017, passando de 15,6 para 36,2.

Conforme a Gerente Operacional das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) /HIV/Aids/Hepatites Virais e presidente do Comitê Estadual de Saúde Integral da População LGBTT da Paraíba, Ivoneide Lucena, o HIV é o Vírus da Imunodeficiência Humana que se instala e se multiplica nas células do corpo humano após uma relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada.

Após a infecção inicial, a doença entra em seu estágio mais avançado, a Aids, destruindo as células de defesa do organismo, deixando a vítima suscetível a outras infecções, com risco bem maior de complicações de saúde.

De acordo com os dados, os casos relativos à Aids também mostram uma predominância de infecção em pessoas heterossexuais do que em homossexuais, respectivamente sendo 211 casos em 2007 e 199 em 2017 contra 29 casos em 2007 e 72 em 2017.
Doença afeta mais os homens

O descuido na hora do ato sexual também revelou uma explosão de casos de HIV/Aids em homens. Conforme os dados, em uma comparação entre 2007 (6) e 2017 (461) houve um aumento de 7.583,3% de infecções por HIV e aumento de 51,7% no diagnóstico de Aids, saltando de 172 para 261.

Com relação à infecção por HIV em mulheres, houve um aumento de 842,1% nos casos entre 2007 (19) e 2017 (179) e diminuição de 17,39% no diagnóstico de casos de Aids, caindo de 115 em 2007 para 95 em 2017.

“As pessoas adquirem essas doenças porque fazem sexo desprotegidas e o diagnóstico tardio acaba dificultando o tratamento. Hoje, todas as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são tratáveis, mas quando isso não acontece em tempo hábil, pode implicar em complicações. O importante é manter a regularidade na realização de exames preventivos, principalmente quem se descuida ou tem muitos parceiros sexuais, pois muitas vezes essas doenças demoram para apresentar sintomas e, quando tratadas, interrompem a cadeia de transmissão”, disse a infectologista Ana Campanile, do Hospital Nossa Senhora da Neves (HNSN).
Distribuição de camisinhas

Conforme o Ministério da Saúde, 130 milhões de preservativos masculinos e 9,9 milhões de sachês de gel lubrificante foram distribuídos aos estados para o período de carnaval. Só na Paraíba, a Secretaria Estadual de Saúde vai distribuir 2 milhões de preservativos.



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Postado por: Revista Novo Perfil

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