Municípios discutem a implantação de projetos para resolver os problemas dos lixões

Vários Municípios da Paraíba participaram nesta segunda-feira, na sede da Câmara Municipal de Queimadas, de audiência pública para discutir a viabilidade de implantação de consórcios e usinas para buscar solução definitiva para a questão dos lixões, encontrar formas de melhorar as condições do meio ambiente e atender ao que determina a Lei Federal 12.305, de 2 de agosto de 2010 e a Resolução 316 do Conama. Foram conferencistas Roberto Silva e Renô de Souza, que integram a instituição Viconpp Ambiental que tem projetos inovadores e adequados para cumprir os requisitos da legislação em vigor.

Um grande número de prefeitos, vice-prefeitos, secretários, vereadores, além do Ministério Público, se fez presente à reunião em prol de soluções para se extinguir os lixões que hoje tantos prejuízos causam à sociedade. O secretário executivo da Secretaria de Administração da Prefeitura Municipal de Campina Grande, Roberto Loureiro, também se fez presente.

Os participantes da audiência foram recepcionados pelo prefeito Jacó Maciel, de Queimadas, e se fizeram presentes representantes dos Municípios de Campina Grande,Fagundes, Pocinhos, Barra de Santana, Aroeiras, Queimadas, Riacho de Santo Antonio, e outras localidades, representantes de cooperativas de catadores de lixo, e a imprensa, todos preocupados com soluções para o lixo e o seu devido processamento. Com as propostas apontadas pela instituição Viconpp Ambiental, que tem à frente Francisco das Chagas, serão solucionadas questões como o lixo urbano, hospitalar e ambiental, com o tratamento gerando divisas para os Municípios que aderirem à iniciativa.

Destacou-se que o Brasil tem mais de 90 por cento dos seus lixões em céu aberto, sem nenhum tratamento. Cada brasileiro produz de 600 gramas a 1 quilo de lixo por dia. Se este número for multiplicado pela quantidade de pessoas que moram hoje no Brasil, os números são assustadores, mais de 240 mil toneladas de lixo produzidas diariamente. E apesar de 45% deste lixo brasileiro ser reciclável (4% é metal, 3% é vidro, 3% é plástico, e papel e papelão somam 25%), o Brasil recicla apenas 2% do lixo urbano, segundo as fichas técnicas da Associação Empresarial para Reciclagem (CEMPRE). O restante do lixo vai para lixões (75%), aterros controlados (13%) e aterros sanitários (10%).

A produção de lixo no Brasil não para de crescer. E cresce em ritmo mais acelerado do que a população urbana. É o que mostra o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil — 2010, estudo feito pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos

Especiais (Abrelpe). Pelo levantamento, os brasileiros geraram em 2010 cerca de 60,9 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU), crescimento de 6,8% sobre 2009. No mesmo período, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população cresceu em torno de 1%.

O total de resíduos coletados também aumentou, em 2010, aproximadamente 7,7%. Segundo a Abrelpe, 54,2 toneladas foram recolhidas pelos serviços de coleta domiciliar. Mesmo assim, esse número corresponde a 89% do lixo gerado. Ou seja, os outros 11% ficaram espalhados nas ruas, em terrenos baldios ou foram jogados nos rios. Além disso, do lixo coletado, quase 23 milhões de toneladas, ou 42,4%, foram depositadas em locais inadequados: lixões ou aterros controlados — onde o chorume, líquido originado pela decomposição, não é tratado e pode contaminar os lençóis d’água.

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Fonte: Assessoria com Política PB
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Postado por: Revista Novo Perfil

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